sábado, 8 de dezembro de 2012

CONIVÊNCIA.



    "Quem cala, consente", certo? 


    Tem sido difícil ficar calado,  na posição de um tolerante  espectador "vendo a banda passar", diante do que está acontecendo no nosso país!  Prefiro errar por excesso, do que pecar por conivência!





Corruptos do Mensalão.


     A maioria do povo brasileiro, sequer faz ideia do que pode acontecer com os políticos condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que ameaçam recorrer a tribunais internacionais , com a finalidade de conseguir perdão pelos crimes cometidos aqui. Como dizia mina mãe; "era só o que faltava"!


Marisa Letícia - ex-primeira dama da Nação.

    Dentro deste mesmo tema, transcrevo abaixo, o Artigo de Eliana Catanhêde: " Reservo a última coluna antes de rápidas férias para tratar da mania de certos governantes e seus partidos, de se sentirem donos do governo e do próprio país.
     
    Quando Marisa Letícia mandou a cadelinha passear em carro oficial, desenhou uma imensa estrela vermelha no Alvorada e pôs os amigos dos filhos para fazer turismo em avião e prédios públicos, estava dizendo que se sentia 'em casa' e sinalizando para os vários escalões do PT que  sim, nós podemos. Quer dizer: eles podem.

    Foi assim, a partir de miudezas cheias de significados, que os governos do partido foram se imiscuindo nos gabinetes, vulgarizando decisões, aparelhando estatais, relativizando o conceito de ética e corrompendo seus quadros.


    A chegada ao poder incluiu milhões de pessoas e rendeu recordes de popularidade e aplausos no mundo inteiro para Lula, mas inflou o seu ego e foi letal para o partido. Desfez-se a aura, foram-se as ilusões, exauriram-se os iludidos. Os espertos correram a tirar suas casquinhas.


    As histórias memoráveis, a guerra contra a corrupção, a paixão da militância, as lágrimas torrenciais na derrota de Lula para Collor, em 1989, tudo foi por água abaixo e o partido patina no mesmo lodo dos demais.


    Poucas vezes, como no escândalo Rose, adversários e aliados de diferentes tendências condenaram tanto a confusão entre político e privado, citada em 9 entre 10 artigos de opinião. Ninguém tem nada a ver com a vida privada de ninguém, desde que não invada o bem público, fira princípios elementares de gestão e confira poderes extraterrestres a meros(as) terráqueos(as).


    O que começa com cadelinhas para lá e para cá usando carro, motorista e gasolina públicos é o que acaba em passaportes especiais, nomeações esdrúxulas, apartamentos fantásticos e...mensalões. Não foi para isso, convenhamos, que o PT foi criado e subiu a rampa do Planalto".


    Eliane Catanhêde é colunista da Folha de S.Paulo. Originalmente publicado em 6 de dezembro de 2012.

    " Não é o poder que corrompe o homem; o homem que corrompe o poder". Ulysses Guimarães.

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